sexta-feira, 30/10/2026

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Meta fecha acordo em caso de adolescente que responsabiliza redes sociais por problemas de saúde mental e alimentar

A Meta, empresa-mãe do Instagram e do Facebook, anunciou um acordo com uma jovem que a acusava de projetar suas plataformas de forma a induzir a dependência e agravar questões relacionadas à saúde mental…

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A Meta, empresa-mãe do Instagram e do Facebook, anunciou um acordo com uma jovem que a acusava de projetar suas plataformas de forma a induzir a dependência e agravar questões relacionadas à saúde mental dos usuários. O acerto foi fechado na última sexta-feira (30), conforme revelado por fontes da Reuters.

A denunciante, representada por seus advogados, alegou que o uso das redes sociais teve um papel significativo no desenvolvimento de transtornos alimentares. Embora os detalhes financeiros e os termos do acordo não tenham sido divulgados, a confirmação do acerto ocorre em um momento em que a Meta já havia resolvido questões similares com outra jovem, S.J., poucos dias antes.

O caso surge em um contexto de crescente escrutínio sobre as práticas das empresas de tecnologia. Com a seleção de jurados em andamento para um julgamento que analisaria as ações de S.J. e K.D.B. contra a Meta e a Snap, a nova resolução implica que o foco agora se volta exclusivamente para a Snap, dona do Snapchat.

A advogada de K.D.B., Emily Jeffcott, expressou satisfação pela solução alcançada, reiterando o compromisso em garantir a segurança nas redes sociais, especialmente para crianças. Este processo em questão foi escolhido entre milhares de ações semelhantes, servindo como um caso de referência que pode moldar futuras disputas legais sobre a responsabilidade das plataformas digitais.

Ambas as jovens, S.J. e K.D.B., começaram a usar o YouTube aos três anos e outras redes sociais por volta dos nove. Elas argumentam que funcionalidades como a rolagem infinita e a reprodução automática de vídeos fomentam hábitos compulsivos, que podem ser prejudiciais. As empresas citadas, incluindo Meta, Snap, TikTok e YouTube, negam veementemente as acusações e defendem que implementaram mudanças para criar ambientes mais seguros para os jovens.

As redes sociais enfrentam uma onda de processos judiciais, com alegações de que essas plataformas intencionalmente promovem a dependência entre crianças e adolescentes. Essa problemática é parte de um quadro mais amplo, onde a saúde mental dos jovens se torna uma preocupação crescente, refletida em níveis alarmantes de ansiedade e depressão.

Recentemente, um júri de Los Angeles considerou a Meta e o YouTube culpados de negligência em um caso anterior, resultando em uma indenização de US$ 6 milhões a uma jovem. Outros processos têm seguido caminhos semelhantes, com várias adolescentes optando por acordos antes de chegar a um veredicto. Em um esforço para mitigar os danos, a Meta já aceitou acordos que podem totalizar até US$ 18 bilhões com múltiplos estados americanos.

Essas questões levantam um debate fundamental sobre a ética das operações das redes sociais e os impactos que têm sobre a juventude. Com um juiz do Novo México impondo uma multa de US$ 25 bilhões à Meta por engano aos consumidores, fica claro que a pressão sobre essas plataformas só tende a aumentar.

Crédito da imagem: MPT processa Meta em R$ 50 milhões