quarta-feira, 28/10/2026

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Queda de 20,7% nos pedidos de recuperação judicial no setor agrícola no segundo trimestre

O panorama do agronegócio brasileiro apresentou uma mudança notável no segundo trimestre de 2023, com a contabilização de 448 pedidos de recuperação judicial, um número que representa uma queda de 20,7% em relação ao…

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O panorama do agronegócio brasileiro apresentou uma mudança notável no segundo trimestre de 2023, com a contabilização de 448 pedidos de recuperação judicial, um número que representa uma queda de 20,7% em relação ao mesmo período do ano anterior. Essa redução, a primeira desde 2022, revela uma possível melhoria na situação financeira dos produtores rurais, conforme análise divulgada pela Serasa Experian nesta segunda-feira (19).

Embora a diminuição nos pedidos de recuperação judicial seja um sinal encorajador em um cenário marcado pelo elevado endividamento no setor, o head de agronegócio da Serasa, Marcelo Pimenta, alerta para a necessidade de cautela. Ele destaca que a queda pode ser atribuída a uma combinação de fatores, como o aumento na entrada de receitas para alguns produtores, a sazonalidade das atividades e o progresso nas renegociações de dívidas. No entanto, ele enfatiza que é crucial monitorar se essa tendência se manterá nos próximos trimestres, dado que os desafios, como custos altos e um crédito mais restrito, continuam a pressionar o setor.

O estado do Mato Grosso, conhecido como o coração do agronegócio brasileiro, liderou o número de pedidos de recuperação judicial, com 107 registros. Goiás (84), São Paulo (72), Minas Gerais (54) e Paraná (42) também apresentaram números significativos. Em termos de atividade econômica, o cultivo de soja, a principal cultura do Brasil, concentrou 70 pedidos, enquanto a criação de bovinos ficou em segundo lugar com 28 solicitações.

Observando os dados por perfil, os pedidos de recuperação judicial feitos por produtores que atuam como pessoa física caíram 10,5%, totalizando 197, enquanto os pedidos de pessoas jurídicas apresentaram uma queda ainda mais acentuada, de 34,2%, com 160 solicitações. No que diz respeito ao porte dos produtores, aqueles sem propriedades, que incluem arrendatários, foram responsáveis por 70 pedidos, seguidos por grandes proprietários (51), pequenos (39) e médios (37).