quarta-feira, 28/10/2026

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Cresce o número de denúncias de assédio eleitoral no ambiente de trabalho em outubro; saiba como proceder

Os números alarmantes sobre assédio eleitoral no ambiente de trabalho em 2026 refletem um problema persistente que ameaça a integridade do processo democrático. Até o dia 26 de outubro, o Ministério Público do Trabalho…

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Os números alarmantes sobre assédio eleitoral no ambiente de trabalho em 2026 refletem um problema persistente que ameaça a integridade do processo democrático. Até o dia 26 de outubro, o Ministério Público do Trabalho (MPT) registrou 2.009 denúncias, com um aumento significativo de 115,6% em relação ao mês anterior. Somente em outubro, foram contabilizadas 1.190 queixas, representando cerca de 59,2% do total de denúncias do ano até o momento.

O estado de São Paulo lidera as reclamações, com 350 denúncias, seguido por Minas Gerais e Rio de Janeiro, que registraram 212 e 169 casos, respectivamente. O MPT contabilizou 946 queixas apenas entre o primeiro e o segundo turnos. Embora os números ainda estejam abaixo dos mais de 3.300 relatos registrados nas eleições de 2022, o crescimento das denúncias mostra que a prática de pressionar trabalhadores a votar de determinada maneira continua a ser um desafio sério.

O assédio eleitoral se caracteriza por tentativas de influenciar o voto de um trabalhador por parte de empregadores, seja através de ameaças, como demissão ou redução salarial, ou por meio da promoção de atividades políticas no ambiente de trabalho. A Resolução CSJT nº 355/2023 define claramente essas condutas, que incluem coação, intimidação e discriminação, e estabelece um marco legal para a proteção do voto livre e secreto.

Desde maio de 2023, a Justiça do Trabalho registrou 863 processos relacionados ao assédio eleitoral, com 233 deles ocorrendo em 2026. Esses números, obtidos do Painel Nacional de Monitoramento do Assédio Eleitoral (PNMAE), indicam uma preocupação crescente com a liberdade política dos trabalhadores, conforme ressaltado pelo procurador-geral do Trabalho, Gláucio Araújo Oliveira. Ele enfatiza que combater essas práticas é crucial para proteger a democracia.

As consequências para as empresas que se envolvem em assédio eleitoral podem ser severas, incluindo decisões liminares e processos civis. O MPT já obteve 52 liminares favoráveis, reafirmando a importância de uma atuação rápida para garantir a liberdade política no ambiente profissional. Além disso, a prática pode resultar em ações que visam reparar danos morais coletivos e individuais.

Para aqueles que se sentem vítimas de assédio eleitoral, o MPT fornece canais de denúncia, que podem ser feitos de forma anônima. A coleta de provas, como mensagens e testemunhos, é crucial para a apuração dos casos. O cenário atual evidencia a necessidade de uma vigilância constante e de um esforço conjunto para erradicar essa prática que compromete a liberdade de escolha dos trabalhadores nas urnas.

Crédito da imagem: Urna eletrônica eleições mulher