quarta-feira, 28/10/2026

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Monitoramento intensificado em mais de 130 granjas de SC após detecção de surto de Doença de Newcastle

Após a confirmação de um foco da Doença de Newcastle em uma granja de perus em Nova Itaberaba, no Oeste de Santa Catarina, o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) acionou um plano de…

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Após a confirmação de um foco da Doença de Newcastle em uma granja de perus em Nova Itaberaba, no Oeste de Santa Catarina, o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) acionou um plano de monitoramento que envolve 133 granjas em quatro municípios da região. O surto foi identificado em uma propriedade que abriga cerca de 6 mil aves, e as medidas de contenção já estão em curso, incluindo o abate sanitário dos animais afetados.

A Doença de Newcastle, causada por um vírus que afeta aves silvestres e domésticas, é uma preocupação para a avicultura local, principalmente pela sua potencial letalidade. Embora a enfermidade não represente risco significativo à saúde humana, já que os sintomas se limitam a uma conjuntivite transitória, a situação exige vigilância rigorosa. De acordo com a presidente da Companhia Integrada de Desenvolvimento Agrícola de Santa Catarina (Cidasc), Celles Regina de Matos, as aves da granja afetada não apresentaram sintomas, o que destaca a importância das inspeções regulares.

As ações de resposta incluem não apenas o sacrifício das aves, mas também a limpeza e desinfecção das instalações, seguindo as diretrizes do Plano de Contingência para Influenza Aviária e Doença de Newcastle. A Cidasc, em parceria com o Mapa, está intensificando a vigilância em Nova Itaberaba e nos municípios vizinhos de Nova Erechim, Coronel Freitas e Águas Frias, para garantir que novos casos não surjam.

O Mapa reafirma que o consumo de produtos avícolas inspecionados é seguro e não apresenta contraindicações para a população. Entretanto, é fundamental que os produtores estejam atentos a quaisquer sinais de anormalidade nas aves e reportem imediatamente ao órgão competente. Medidas de biosseguridade devem ser priorizadas para proteger a saúde dos plantéis e evitar a propagação da doença, que, se não controlada, pode trazer sérias consequências para a avicultura catarinense.

Em um momento em que a segurança alimentar é uma preocupação crescente, a resposta rápida e eficaz às ameaças sanitárias se torna ainda mais crucial. As autoridades de saúde animal em Santa Catarina devem continuar monitorando a situação e informando a população sobre as melhores práticas de prevenção e controle.