quarta-feira, 28/10/2026

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MC Cabelinho retoma críticas a Flávio Bolsonaro após remoção de vídeo pela Meta

A recente ação da Meta, responsável pelo Instagram, levanta questões sobre a liberdade de expressão e as regras eleitorais. Na última quinta-feira (22), a plataforma removeu um vídeo do cantor MC Cabelinho, que discutia…

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A recente ação da Meta, responsável pelo Instagram, levanta questões sobre a liberdade de expressão e as regras eleitorais. Na última quinta-feira (22), a plataforma removeu um vídeo do cantor MC Cabelinho, que discutia as acusações de que Flávio Bolsonaro, candidato à presidência, teria sido um funcionário fantasma no gabinete de seu pai, Jair Bolsonaro, aos 19 anos. A decisão gerou reações imediatas do artista e do portal Revelando, que se uniram em protesto contra a medida.

MC Cabelinho expressou sua indignação em seu perfil, informando aos seguidores que o vídeo ainda poderia ser acessado no YouTube. O cantor destacou a falta de clareza da Meta em relação à derrubada do conteúdo. O portal Revelando, por sua vez, também se manifestou, compartilhando críticas de figuras como Gregório Duvivier e Fábio Porchat, que questionaram a justificativa da plataforma e a rotularam como um boicote.

A Meta defendeu sua ação, explicando que a remoção se baseia nas regras estabelecidas pela resolução nº 23.610 do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que restringe conteúdos gerados ou alterados por inteligência artificial durante períodos críticos da eleição. Essa norma visa garantir a lisura do processo eleitoral e evitar manipulações em um momento sensível como o das eleições.

As restrições impostas pela Meta não são novidade. Em setembro, o Revelando já havia enfrentado problemas semelhantes, quando um vídeo sobre relações entre o Banco Master e a Igreja Batista da Lagoinha foi removido. A questão que permanece é: até que ponto essas medidas garantem a integridade do processo eleitoral e em que medida elas podem cercear o debate público?

Além disso, a Meta está sob vigilância do TSE, que busca assegurar que todos os candidatos tenham igualdade de condições na distribuição de suas mensagens. O contexto atual coloca em evidência a tensão entre a necessidade de regulamentação e a proteção da liberdade de expressão em plataformas digitais.

Enquanto as regras eleitorais são fundamentais para a manutenção de um ambiente eleitoral justo, a aplicação dessas normas, especialmente em relação ao uso de inteligência artificial, levanta preocupações sobre a transparência e a imparcialidade das decisões da Meta e outras plataformas. O caso de MC Cabelinho é apenas um exemplo de como a interseção entre tecnologia e política pode gerar controvérsias e debates sobre os limites da censura nas redes sociais.