quarta-feira, 28/10/2026

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Santa Catarina registra terceiro foco de doença de Newcastle em aves e amplia área de vigilância sanitária

A Companhia Integrada de Desenvolvimento Agrícola de Santa Catarina (Cidasc) confirmou na última terça-feira (28) um terceiro caso da doença de Newcastle em Nova Erechim, no Oeste do estado. A infecção foi identificada em…

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A Companhia Integrada de Desenvolvimento Agrícola de Santa Catarina (Cidasc) confirmou na última terça-feira (28) um terceiro caso da doença de Newcastle em Nova Erechim, no Oeste do estado. A infecção foi identificada em uma granja que abriga 9.600 aves, que já se encontra dentro da área de emergência zoosanitária estabelecida após o primeiro registro, em 19 de outubro.

Assim como nos casos anteriores, notificados nas cidades de Nova Itaberaba e Coronel Freitas, as aves afetadas não apresentam sintomas visíveis. A Cidasc, em colaboração com o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), tem intensificado suas ações para conter a disseminação da enfermidade, que já levou à restrição de importação da carne de aves brasileiras por diversos países.

Até o momento, o México e o Uruguai suspenderam completamente a importação de produtos avícolas do Brasil, enquanto outras nações impuseram embargos apenas à carne proveniente de Santa Catarina ou da região onde os focos foram identificados. A detecção do novo caso ocorreu durante uma série de inspeções em propriedades, levando à ampliação do raio de vigilância das equipes em cerca de 9,5 quilômetros.

Entre 20 e 26 de outubro, as autoridades vistoriaram 133 propriedades comerciais e 551 de subsistência, além de manter quatro barreiras sanitárias em funcionamento, com fiscalização rigorosa e desinfecção de veículos. O Ministério da Agricultura reforçou que o consumo de carne avícola que passou por inspeção oficial continua a ser seguro, sem riscos para a saúde humana.

A doença de Newcastle, uma infecção viral que afeta aves tanto domésticas quanto silvestres, pode ser letal para esses animais. Para os seres humanos, o risco é mínimo, podendo causar apenas conjuntivite transitória. A transmissão ocorre pelo contato direto, e não pela ingestão dos produtos avícolas.